A MELHOR PREVISÃO DE TEMPO PARA A ATIVIDADE DE PESCA.


Milhares de caranguejos invadiram a praia de Itaguaré, em Bertioga, no litoral de São Paulo.

Após 365 dias, caranguejos voltam a invadir praia em Bertioga

Segundo Prefeitura, crustáceos amanheceram na beira do mar.

Eles serão levados para mangue nas margens do Rio Guaratuba.



Caranguejos foram nesta quarta-feira (8) pela manhã, na praia de Itaguaré, em Bertioga

Milhares de caranguejos invadiram a praia de Itaguaré, em Bertioga, no litoral de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (8), exatamente um ano após a primeira invasão. Segundo a Prefeitura, os crustáceos, da espécie uça, foram parar na beira d’água por conta da chuva intensa que atingiu a cidade nos últimos dias e trouxe muita água doce para os manguezais, habitat natural da espécie.


De acordo com a Diretoria de Operações Ambientais (DOA), que está no local desde o começo da manhã para acompanhar os animais, a 'invasão de caranguejos' é um fenômeno natural. O controle, porém, tem que ser feito porque o calor da areia pode ser prejudicial para os crustáceos.

Ainda segundo a DOA, os caranguejos resgatados com vida serão levados ao manguezal do Rio Guaratuba, que fica a 17 km da praia onde eles foram encontrados. O trabalho de resgate deve levar mais de três dias, dependendo das condições climáticas encontradas pelos profissionais.



Segunda vez

Há exatamente um ano, no dia 8 de janeiro de 2013, mais de um milhão de caranguejos invadiram a mesma praia. Os animais amanheceram na beira do mar e despertaram a curiosidade de moradores e turistas que passavam pela região. De acordo com alguns moradores. Na ocasião, os animais foram colocados em caixas que tinham a capacidade de receber de 200 a 300 caranguejos.

Centenas de crustáceos apareceram mortos em praia de Bertioga, SP 



(Foto: Renata de Brito / Prefeitura de Bertioga)

(Foto: Mariane Rossi)

 



Escrito por Marcelo Figueiredo às 09:54:02 PM
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Bons tarde amigos e amigas que acessam o nosso blog.

É com muita alegria que informo que estou no comando da Estação de Rádio de Prefixo ZXK 42, junto com meus amigos e sócios, Paulo Henrique e Vanderlei Ribeiro.

Saí do meu trabalho na Estação Costeira de prefixo PUE 45 em abril deste ano após 16 anos de trabalho e agora em 28/10/2013 entramos no ar com a nova rádio.

Alto investimento foi feito e com  ajuda de amigos e colaboradores como Adriano Boinha, Tato o mais Brasileiro dos Argentinos que conheço e José Ignácio, depois de três meses de trabalho incessante foi possível realizar o nosso projeto.

Então galera este foi o motivo pela paralisação da atualização no blog, mais agora finalmente voltarei a informar as previsões do tempo para a atividade de pesca e agora com as posições diárias das embarcações pesqueiras associadas à ZXK 42.

Somente quem sonha consegue objetivos para serem alcançados, e quando se tem o sonho à única certeza é a de conseguiremos alcançá-los, pois não podemos mudar a direção do vento mais podemos sempre arrumar as velas.



Escrito por Marcelo Figueiredo às 03:49:55 PM
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Pescadores resgatados após 8 dias à deriva na Flórida.

Dois pescadores são resgatados depois de 8 dias à deriva na Flórida

Os homens bahamenses foram salvos pela guarda costeira dos EUA.
Embarcação naufragou próximo à praia de Riviera.


Homens foram salvos por helicóptero na costa da Flórida. (Foto: Divulgação/U.S. Coast Guard)


Depois de oito dias à deriva, dois pescadores das Bahamas foram resgatados por um helicóptero da guarda costeira dos Estados Unidos, no leste da Flórida, na tarde de sábado (14/09/2013).

O setor de Miami da guarda costeira recebeu o chamado de uma embarcação naufragada nas proximidades da praia de Riviera, com duas pessoas sentadas sobre o casco. Um helicóptero foi enviado ao local e os homens foram içados em segurança.

Após o salvamento, os bahamenses contaram que ingeriram água do mar durante o tempo em que permaneceram perdidos. Eles foram encaminhados para atendimento em um hospital. 

Um nadador da guarda costeira declarou ao jornal americano "The Sun Sentinel" que os homens estavam "se deteriorando rapidamente", desidratados, com a pele danificada e os olhos baixos. A guarda costeira não deu mais detalhes sobre como os dois conseguiram sobreviver sem água e comida.




Escrito por Marcelo Figueiredo às 02:21:45 PM
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Após 2 dias no fundo do mar, homem é achado vivo em banheiro de navio

Harrison Okene estava em barco que afundou na costa da Nigéria.
'Ouvia os peixes comendo os corpos que boiavam ao meu lado', conta.


Harrison Okene sobreviveu dentro de navio por mais de 60 horas. (Foto: Reuters)


Harrison Okene, de 29 anos, estava no fundo do mar, dentro de um banheiro de um navio rebocador, quando foi encontrado por mergulhadores. Okene passou mais de 60 horas respirando graças a uma bolha de ar que se formou ali na hora do naufrágio, no dia 26 de maio, a 30 quilômetros da costa da Nigéria. Okene tinha certeza de que ia morrer.

O cozinheiro de  29 anos estava dentro do rebocador "Jascon-4" quando chuvas fortes atingiram o navio no oceano Atlântico. Das 12 pessoas a bordo, só ele foi encontrado com vida.

"Eu estava lá na água em total escuridão e tinha certeza de que era o fim. Fiquei pensando que a água ia encher a sala, mas isso não aconteceu", disse o rapaz, que contou também que partes da sua pele estavam descascando após dias de imersão na água salgada.

fonte g1.


"Eu estava com muita fome, mas, principalmente, com muita sede. A água salgada tirou a pele da minha boca", disse ele.

Às 4h50, Okene diz que estava no banheiro quando percebeu que o rebocador estava começando a virar. Como a água entrou e o navio virou, ele forçou a porta de metal.

"Três rapazes estavam na minha frente e de repente a água entrou muito forte. Vi o primeiro, o segundo, o terceiro apenas sendo levados. Eu sabia que esses caras já estariam mortos”, disse ele à Reuters.

O que ele não sabia era que ele iria passar os próximos dois dias e meio preso no fundo do mar rezando para que ele fosse encontrado.

Para ser resgatado, Okene foi arrastado ao longo de uma estreita passagem entre o banheiro e o quarto. Para a surpresa dos mergulhadores, ele ainda estava respirando.

Peixes comendo cadáveres
Okene, vestindo apenas cueca, sobreviveu a cerca de um dia no pequeno banheiro, segurando a bacia virada para manter a cabeça fora da água, que só enchia uma parte do cômodo, permitindo com que o rapaz respirasse.

Ele sentiu que ele não estava sozinho na escuridão. "Estava muito, muito frio e estava muito escuro. Eu não conseguia ver nada", diz Okene.

"Mas eu podia perceber que os corpos da minha tripulação estavam nas proximidades. E eu podia sentir o cheiro deles. Vieram os peixes e começaram a comer os corpos. Eu podia ouvir o som. Foi um horror."

Okene não sabia que uma equipe de mergulhadores enviada pela Chevron e pelos proprietários do navio, a Ventures África Ocidental, estava à procura de membros da tripulação.

Na tarde de 28 de maio, Okene ouviu um som estranho. "Ouvi um martelo batendo no navio. Bum, bum, bum! Nadei para baixo e encontrei um dispensador de água. Puxei o filtro de água e martelei o lado do navio esperando que alguém me ouvisse. Então, o mergulhador me ouviu."

Os mergulhadores invadiram o navio, e Okene viu a luz de uma lanterna, presa à cabeça de alguém que nadava em sua direção.

"Quando eu comecei a acenar, ele ficou chocado”,  disse Okene. Ele pensou que estava no fundo do mar, embora a empresa afirme que a profundidade era de 30 metros.

A equipe de mergulho colocou em Okene uma máscara de oxigênio, roupas de mergulhador e um capacete para que ele conseguisse chegar à superfície, mais de 60 horas depois de o navio ter afundado.

O cozinheiro descreve a sua extraordinária história de sobrevivência como um "milagre", mas a memória de seu tempo na escuridão ainda o assombra, e ele não tem certeza se um dia voltará para o mar.

"Quando estou em casa, às vezes parece que a cama em que eu estou dormindo está afundando. Acho que ainda estou no mar novamente", diz Okene, balançando a cabeça.

"Eu não sei o que impediu a água de encher o cômodo. Eu só fiquei chamando por Deus. Ele me protegeu. Foi um milagre."




Escrito por Marcelo Figueiredo às 05:05:08 PM
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TORNADO É REGISTRADO EM SÃO GONÇALO/RJ.

Funil de nuvens foi visto em São Gonçalo (Foto: Chrstiane Marcelano de Freitas/


Fenômeno parecido com tornado é registrado por internauta no RJ.



Nuvem se formou pouco antes de uma chuva cair sobre a cidade.


A internauta Christiane Marcelano de Freitas fez um registro na tarde deste sábado (30) de um fenômeno que se assemelha a um tornado em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio.

De acordo com Christiane, o fenômeno já tinha acontecido na semana passada e neste sábado começou pouco antes de uma chuva cair sobre a cidade.

“O céu estava armando para chover, por volta das 17h. Eu achei interessante aquele funil no céu e quis fazer o registro. Foi próximo ao Jardim Catarina, aqui em São Gonçalo”, disse.




Escrito por Marcelo Figueiredo às 08:56:55 PM
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Fotógrafo flagra tubarões a 50 km de praia do Rio de Janeiro, Animais estavam em região oceânica próxima à Barra da Tijuca. Fotógrafo se preparou por três anos para registrar imagens.

Exemplar de tubarão lombo-preto fotografado na costa do Rio de Janeiro (Foto: Divulgação/Daniel Botelho)



O fotógrafo Daniel Botelho fez no último fim de semana imagens raras de tubarões que vivem na costa do Rio de Janeiro, animais que povoam grande parte do litoral brasileiro e que só podem ser vistos em áreas de mar aberto, distante da costa.

Botelho, que se tornou um especialista em fotografar tubarões em diversas partes do mundo,  e já encarou outras feras como o crocodilo-do-Nilo, na África, conta que se preparou por três anos para mergulhar com os tubarões na orla carioca.

"Tive que planejar, levantar fundos. O mar do Rio de Janeiro não costuma registrar a presença constante de tubarões. Tanto que se tivéssemos a presença maior desses animais, seria mais uma forma de explorar o turismo na cidade”, explica Botelho ao G1.

Ele se refere à prática de mergulho com esses animais, que é quando turistas são colocados em uma espécie de gaiola e, em seguida, ficam embaixo d'água, com segurança, para observar e fotografar tubarões, como acontece, por exemplo, na África do Sul.

Trilha em alto mar
As imagens do fotógrafo brasileiro foram feitas na região da Barra da Tijuca, a 50 km de distância da praia – para chegar a esta área leva-se cerca de três horas de barco. Deste ponto, já não é possível observar a costa do Rio.

Para atrair a atenção dos tubarões, o grupo que acompanhava Botelho precisou lançar no mar um composto chamado de engodo, uma mistura de tripa de peixe com óleo de fígado de peixe. O material foi jogado enquanto o barco ficou à deriva.

“Foi um processo de muita paciência porque a cada três minutos tínhamos que lançar essa mistura, com o intuito de atrair o olfato dos tubarões”.

Tempos depois, três exemplares jovens de tubarão-lombo-preto (Carcharhinus Salciformis) começaram a rondar o barco. Segundo o fotógrafo, cada exemplar tinha um 1,5 metro de comprimento e comportamento um pouco agressivo. “Eles vêm muito em cima por curiosidade. São animais que, se os alimentarmos, pegam a comida e vão embora”, explica.

De acordo com o biólogo Marcelo Szpilman, diretor do Instituto Aqualung, do Rio de Janeiro, essa espécie de tubarão é considerada oceânica, ou seja, fica em áreas mais afastadas da costa, com água clara. Sua população está espalhada por diversas partes do mundo.


As imagens foram feitas na Barra da Tijuca, mas a 50 km de distância da praia (Foto: Divulgação/Daniel Botelho)


Essa espécie de tubarão é encontrada em diversas partes do mundo e vive quase sempre em mar aberto (Foto: Divulgação/Daniel Botelho)




Escrito por Marcelo Figueiredo às 04:32:25 PM
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'Levei seis horas', diz pescador que fisgou arraia de 64 kg no RS
Peixe foi encontrado no Rio Uruguai em Porto Mauá, no Noroeste gaúcho.
Após limpeza, somente a carne do animal tinha peso de 31kg.


Uma arraia pesando 64 kg foi pescada nas águas do Rio Uruguai no município de Porto Mauá, no Noroeste do Rio Grande do Sul, entre a noite desta segunda-feira (5) e a madrugada de terça (6). O pescador Alcir Pires de Aguiar, de 56 anos, garante que usou uma linha de mão na pescaria. Devido ao tamanho e peso elevado, ele usou um gancho e um reboque de barco para transportá-la até uma propriedade rural. "Levei seis horas para tirar ela da água", contou Aguiar ao G1.

A pesca ocorreu na localidade de Três Bocas, na zona rural da cidade que faz fronteira com a Argentina. O pescador conta que sentiu o puxão na linha por volta das 20h de segunda-feira (5), e somente às 2h de terça (6) conseguiu tirar o animal da água. Depois, contou com o irmão Américo, que mora no país vizinho, para levar o animal para casa em um reboque. "Fomos para o carro e puxamos com uma carretinha", contou.

 Segundo Aguiar, após a limpeza, somente a carne do animal pesava 31 kg. "Era muita carne. Ficamos com um pedaço para consumo e vendemos o resto", conta.

De acordo com o professor de Biociências da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Nelson Ferreira Fontoura, a incidência de arraias na região é considerada comum. “Não é uma arraia marinha que foi parar lá. Existem arraias de água doce que vivem em toda a Bacia do Prata, que incluiu o Rio Uruguai. Esse tipo também é muito presente na Bacia do Amazonas, na Região do Pantanal”, explica.

De acordo com a legislação ambiental, a pesca da arraia da forma que foi feita por Aguar é permitida, conforme normativa do Ministério de Pesca e Aquicultura. "Só não pode ser feita em uma distância maior que três milhas (da margem do rio), com rede de arrasto, e o tamanho precisa ser acima de 60 centímetros", observa o sargento Mauricio Bernardina, da 2ª Companhia Ambiental da Brigada Militar de Porto Alegre.

O sargento destaca também que é proibido retirar parte do animal e jogá-lo de volta no mar. "Algumas pessoas retiram parte da barbatana e largam o animal vivo. Temos uma resolução nova do ministério que regula isto, mas neste caso está tranquilo", disse Bernardina.



Escrito por Marcelo Figueiredo às 12:01:41 PM
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A HISTÓRIA DE UM VERÃO ENLATADO E DE UM NAVIO PRAGMÁTICO.

A HISTÓRIA DE UM VERÃO ENLATADO E DE UM NAVIO PRAGMÁTICO.

Se você nunca ouviu falar, certamente não era nascido na época. Um caso fantástico, muito doido, completamente improvável. Tem dezenas de versões e invenções, mas, acredite, aconteceu. Até hoje é tão implausível e fascinante.

O “Verão da Lata” começou Em 13 de setembro de 1987, ou seja ainda na primavera, quando o navio japonês "Solana Star", de bandeira panamenha, passou pelo litoral brasileiro procedente da Indonésia em direção aos Estados Unidos, traficando 22 toneladas de maconha enlatada. O carregamento teria sido feito no porto de Cingapura.
Sua tripulação ficou sabendo que policiais brasileiros e agentes do DEA (Drug Enforcement Agency) americano, iriam interceptar o carregamento.
Para evitar o flagrante, os tripulantes jogaram cerca de 20.000 latas com 1,25 quilos de maconha, a umas 100 milhas da costa.

Do total da carga, a polícia só conseguiu recuperar cerca de 2.500 latas. Durante várias semanas, milhares de latas com maconha embaladas a vácuo, foram arrastadas pela correnteza e levadas às praias do litoral brasileiro. Abarrotando nosso litoral com a mercadoria (principalmente a costa do Rio de Janeiro, mas atingindo também Espírito Santo, São Paulo e, “dizem”, até Santa Catarina). As latas não paravam de surgir em vários lugares e de produzir manchetes. No início, a ordem das autoridades era apreender a mercadoria e, depois, remetê-la para a Polícia Federal. Mas a quantidade era tanta que foi dada a ordem de incinerar as latas nos locais onde fossem apreendidas.


Entre Setembro de 1987 e Março de 1988, uma das diversões prediletas da juventude entre o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul foi ‘caçar latas’ à beira-mar. Passavam o dia em pranchas de surf e outros meios ‘patrulhando’ o litoral em busca do objeto de desejo.
Muitos revenderam a mercadoria ilegalmente, e ganharam dinheiro com isso. Nos pontos de venda da droga, a pergunta era: "Esse é da lata?".

Quando as primeiras delas começaram a aparecer. Logo quando foram achadas e abertas, a notícia se espalhou como fumaça. Latas e latas de maconha, centenas, milhares, surgiram do nada numa grande faixa de nosso litoral. Dezenas de policiais e incontáveis “interessados” se mobilizaram. As latas foram capturadas por repressores e consumidores e todos os lados trataram de espalhar sua fama. A “marofa” que surgiu repentinamente em nossas praias era de um teor bastante alto de THC. Ou seja, além de aparecer em grande quantidade, devidamente enlatada, os conhecedores da matéria diziam que A danada não era só da boa — era da ótima! Quando tudo passou, sobrou a lembrança daquilo que ficou conhecido como o Verão da Lata. Depois que tudo passou, nada tinha passado. As latas tinham virado gíria, música, moda. Tinham virado lenda.

A tripulação do navio conseguiu fugir, sobrando apenas para pagar o pato o cozinheiro do navio, o americano Stephen Skelton. Julgado e condenado a 20 anos por sua participação no “narcotráfico internacional”, o cozinheiro foi conhecer as delícias do Presídio Ary Franco, onde ficou preso por pouco mais de um ano, sendo libertado após um segundo julgamento, que anulou o primeiro.

Carlos Landim, delegado aposentado da Polícia Federalfoi o responsável pela investigação desse caso. No final dos anos 80, ele trabalhava na Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), quando chefiou a operação Cisne Branco e também presidiu o inquérito do caso do Solana Star. Segundo Landim, o alerta às autoridades brasileiras sobre a carga do navio foi feito pelo Drug Enforcement Administration (DEA), agência de combate às drogas dos Estados Unidos. O DEA informou que a embarcação teria apresentado pane mecânica e estaria na altura de Ilha Grande, no Rio de Janeiro. “A Marinha cedeu a fragata Independência para auxiliar nas buscas da Polícia Federal na costa”.

O delegado e “um grupo de 15 a 20 homens” embarcaram na Ilha das Cobras, no interior da Baía de Guanabara, para partir na captura do navio. Depois de 15 ou 20 dias, contando com o apoio até de aeronaves da Marinha, a busca se mostrou infrutífera. “Era como procurar uma agulha no palheiro”, diz Landim. Ao fim desse período, a busca foi interrompida. Até então, não havia nem sombra do Solana Star. “Quando estávamos retornando, porém, fomos informados de que a própria Marinha tinha encontrado o navio atracado na Baía de Guanabara”, lembra o delegado. “Enviamos a nossa equipe para dar apoio e, no primeiro momento, já deu para perceber as marcas de latas no interior do navio.” A superintendência fez perícias no local e encontrou marcas no chão que eram, exatamente, do mesmo tamanho das latas de maconha apreendidas no litoral. Além disso, medindo o espaço interno da embarcação, os especialistas da polícia também verificaram, por meio da cubagem (relação entre o peso e o espaço que a mercadoria ocupa), que ali caberia a carga despejada no litoral. Então, bateu tudo! “Depois que conseguimos as provas, pedimos a prisão preventiva da tripulação”, diz Landim. “Apenas o cozinheiro Stephen Skelton estava lá e, por isso, acabou sendo o único detido.”

Fiel aos versos da famosa música de Bezerra da Silva (“Não sou agricultor, desconheço a semente”), o cozinheiro sempre sustentou que nada sabia sobre a carga do navio. Para o delegado, a história era uma piada e não convenceu ninguém. “Skelton foi deixado para trás, tomando conta da embarcação, porque dentro da organização ele tinha o papel
menos importante, mas sabia que a mercadoria transportada era maconha”, diz. Já Wanderley Rebello Filho, advogado de Skelton e autor do livro 1988 — O Verão das Latas de Maconha — O Processo, não achou graça nenhuma nas afirmações do inquérito policial. Falando hoje sobre o caso, sugere que o envolvimento do Solana Star no processo e a condenação de seu cliente foram frutos de um trabalho afobado das autoridades. “O Solana Star estava sendo reparado de suas avarias, já havia bastante tempo, num píer da Praça Mauá, quase em frente, portanto, do prédio da Polícia Federal”, afirma o advogado. “Essa história de tripulação fugitiva não passa de uma fantasia.”

Prova disso, segundo o advogado, é que o cozinheiro ficou um bom tempo hospedado num hotel em Copacabana esperando o conserto do navio. Além disso, no decorrer do processo, ele se apresentou espontaneamente duas vezes, na tentativa de explicar que não era nem fugitivo nem traficante. Por fim, segundo o advogado, não foi encontrada nenhuma prova ligando o Solana Star ao despejo de maconha no litoral. “Depois de inúmeras buscas no navio, a polícia encontrou apenas uma ínfima quantidade de maconha no porão”, diz.

Durante cerca de um ano, Skelton comeu o pão que o diabo desberlotou no nosso “sistema prisional”. Teve de ser isolado num subsolo infecto e semialagado para não ser mais brutalizado pelos outros presos, que achavam que ele era um gringo rico. “Numa das visitas, falou que iria se matar na prisão caso não fosse libertado, tamanho era seu desespero”, diz o advogado. Ao que parece, sua alegação de inocência tem alguma procedência, já que nossa própria Justiça anulou o primeiro julgamento, devolvendo a liberdade ao cozinheiro que entrara numa fria.

Hoje, morando na Flórida, Skelton ainda se mostra arredio quando o assunto é sua participação no “caso das latas”.: “Sim, eu era o cozinheiro. Fui condenado a 20 anos. De tempos em tempos, alguém do Brasil me procura para contar a história das latas. Mas até hoje só se escreveu besteira. Essa história é como uma cebola, que precisa ser descascada para chegar ao ponto certo. Ninguém que esteja vivo conhece a história real, exceto eu. Se algum dia alguém fizer um filme, seria um sucesso de público, um blockbuster mundial. Sugiro Edward Norton para interpretar meu papel, ele seria perfeito para ser ‘O Cozinheiro’. Quando alguém estiver disposto a pagar pela verdade e pelo meu tempo gasto em seu belíssimo sistema prisional, contate-me”. Assinado: The Cook.


O navio foi confiscado em 1987 permanecendo ancorado por dois anos. Em junho de 1989 foi levado a leilão e arrematado por NCz$ 470.000,00 (Cruzados Novos), convertidos para o Conselho de Federal de Entorpecentes. Adquirido inicialmente pelo empresário Henri Bueno para tornar-se um cassino flutuante - apostando na reabertura do jogo no Brasil (assunto em discussão na época) -, acabou sendo reformado como um atuneiro e batizado “Tunamar”.


Para inaugurar o navio, a tripulação e os familiares fizeram um churrasco na própria embarcação e saíram do cais pela primeira vez. Depois da comemoração, o navio foi abastecido com os suprimentos de pesca e, no dia 11 de outubro de 1994, fez a primeira viagem profissional, com destino a Santa Catarina. Mas a jornada inaugural teve um fim trágico. Os tripulantes foram surpreendidos pelo mau tempo na região de Arraial do Cabo, no litoral fluminense. A chuva intensa e os fortes ventos pioraram as condições do mar e uma onda muito forte alagou a casa de máquinas, fazendo o navio parar. “Nesse momento, outra onda atingiu o navio de través e fez com que ele virasse de ponta-cabeça”, afirma o mergulhador. Era madrugada e os pescadores estavam descansando. Alguns no dormitório que ficava na parte interna do barco, outros no cômodo onde se guardava o equipamento de pesca, porque era um local mais fresco. “Quem estava nessa sala conseguiu sair antes que o navio afundasse completamente. A turma do dormitório ficou presa, porque a porta foi bloqueada depois que o navio ficou de cabeça para baixo”, diz o mergulhador.

Contratado pelos proprietários para periciar o navio e tentar descobrir a causa do naufrágio, Paulo Dias foi o primeiro a chegar nele após ir a pique. “Constatei que houve imprudência por parte dos pescadores”, diz. “Para deixar a parte interna do navio mais fresca, eles mantiveram abertos alguns compartimentos que deveriam estar fechados. Quando as ondas atingiram o barco, ele inundou mais facilmente.” Paulo também já fez algumas tentativas de resgatar os restos mortais dos nove tripulantes que ainda estão no navio. “Infelizmente, muita coisa bloqueia a porta do dormitório. Virou uma tumba mortuária, porque os nove corpos continuam lá”, afirma o mergulhador.


O mergulhador também suspeita de outra “causa” para o destino do navio: uma antiga maldição dos mares. Dizem os pescadores que não se deve trocar o nome de uma embarcação porque assim se fazendo, a mesma fadada ao naufrágio. Crenças a parte, o que se sabe é que de fato o navio Tunamar (ex-Solana Star) naufragou em sua saída inaugural após uma série de trocas de nomes, levando consigo 09 tripulantes dos 31 que estavam embarcados para o fundo e que até hoje se encontram no interior do navio. Olha que insistiram muito para que a profecia se realizasse, pois desde a sua construção em 1973, seu nome original foi "Foo Lang III", trocado em 1980 para "Geraldtown Endeavour", em 1986 passou a navegar com o nome de "Solana Star", em 1990 passou a ser chamado por "Charles Henri", e em 1994, recebeu finalmente o nome Tunamar. Ou seja, o Solana Star abusou.


Na época foi considerado o mais moderno e equipado pesqueiro do Brasil, mas na madrugada do dia 11/10/1994 em uma saída comercial inaugural por volta de 2h quando seus tripulantes (pescadores) já dormiam, uma tragédia estava por acontecer. Chovia e ventava muito forte, quando uma sequência de duas grandes ondas o pegou de través fazendo aderná-lo. Por quatro horas, o Tunamar resistiu boiando totalmente emborcado e parte da tripulação ficou agarrada a seu casco ouvindo os pedidos apavorados de socorro dos tripulantes que não conseguiram sair da embarcação a tempo. Todos os que estavam no interior do navio, estavam dormindo nos aposentos de proa, onde a única saída era um corredor que terminaria na popa. Quando a embarcação virou, este corredor foi bloqueado por objetos que caíram transformando o aposento em uma bolha de ar que seria uma eterna prisão para aqueles que pereceram dentro do navio.

Já amanhecia quando o Tunamar não mais resistia flutuar e começou afundar em meio aos gritos desesperados dos que estavam em seu interior. Em pouco tempo o silêncio instaurado somente era quebrado pelo choro e preces de agradecimento daqueles que sobreviveram ao naufrágio. Começava então mais uma luta pela sobrevivência, nadar até a costa e resistir ao frio das águas geladas da região. O saldo deste acidente deixou vinte e dois sobreviventes, dois mortos e nove desaparecidos que ficaram no interior do navio. O barco que havia saído da Ilha da Conceição (Niteroi-RJ) com destino à Santa Catarina-SC onde faria a pesca de atum e com passagem anterior programada para a região de Cabo Frio para aquisição de iscas vivas (sardinhas), terminou inesperadamente em sua viagem inaugural, transformando-se em um túmulo para aqueles que pereceram em seu interior.

O Tunamar é hoje um naufrágio que deve ser mergulhado com muito respeito e seriedade, pois não só guarda parte de sua tripulação em seu interior, assim como uma tumba mortuária, mas também pela profundidade em que se encontra (65 metros) e região onde naufragou, que reserva condições desfavoráveis tanto para a navegação quanto pela presença de correnteza de até 12 nós. Realmente é um naufrágio magnífico que os mergulhadores relatam que deixa seus batimentos cardíacos acelerarem, seus olhos ficarem alertas para qualquer movimento, sua respiração ser uma prece e seu ouvido ficar em meio a um silêncio profundo que só é quebrado com sua respiração.



lá embaixo ainda guarda os corpos dos que morreram no interior da embarcação e não deixa de ser um Túmulo. Vários mergulhadores já tentaram por várias vezes resgatar os corpos afim de entregá-los as suas famílias, mas existem obstruções que impedem o resgate, e tudo indica que lá será o descanso daqueles que pereceram no desastroso naufrágio.




Escrito por Marcelo Figueiredo às 12:18:35 PM
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CHUVA NO LITORAL PARANAENSE SEM VENTOS.

Internauta registra formação de chuva no mar do litoral paranaense

Raios e trovões foram registrados, sem a presença de vento.

De acordo com o Simepar, o calor e umidade provocaram as chuvas.



O internauta Gabriel Espíndola registrou a formação de chuva no Balneário Flamingo, em Matinhos, na tarde de terça-feira (12/02/2013). Raios e trovões aparecerem, sem a presença de vento.
saiba mais
Chuva e ventos derrubam árvores e deixam milhares sem luz em Curitiba
De acordo com o Instituto Meteorológico , o calor e umidade  provocaram as chuvas.



Escrito por Marcelo Figueiredo às 02:27:34 AM
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Deu na coluna Negócios e Cia do jornal O Globo.


Peixe bom

O Estado do Rio vai certificar

o pescado local. Os primeiros

selos saem até 2015. Inmetro e

secretarias estaduais de

Desenvolvimento Econômico

e Regional são parceiros na

ação para fornecer alimentos

sustentáveis nos Jogos 2016.



Escrito por Marcelo Figueiredo às 02:23:02 AM
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VELELLA.

Este é o velella, um pequeno hidrozoário livre flutuante. É atualmente a única espécie conhecida do gênero.

 

 

 

Velella é a única espécie registrada sob o gênero de celenterados que bóiam na superfície do mar, suspenso por uma câmara achatada (oval a esférica) de flutuação. É uma colonia, com aproximadamente 2 cm de diâmetro, cor azul bem acentuada e vários tentáculos. São animais predadores, que usam os tentáculos como arma, para imobilizar a vítima.



Escrito por Marcelo Figueiredo às 02:50:31 AM
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SOLIDARIEDADE.

Nossa solidariedade ao povo do Rio Grande do Sul neste dia triste, Deus abençoe todas as famílias das vítimas do incêndio em Santa Maria.



Escrito por Marcelo Figueiredo às 03:13:44 PM
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FOCA-LEOPARDO DEVORA PINGUIM NA ANTÁRTICA.

Jornal publica fotos de foca-leopardo devorando pinguim na Antártica
Imagens foram feitas em 2009 por militar israelense e divulgadas agora.
Mamíferos comem até 12 aves por dia, além de krill, lulas e peixes.




 Uma foca-leopardo foi vista abocanhando um pinguim na Península Antártica, segundo imagens divulgadas nesta sexta-feira (25) pelo site do jornal britânico "Daily Mail".

As fotos foram feitas em 2009 pelo militar israelense Amos Nachoum, de 63 anos. A cena se passa nas águas de Porto Lockroy, na costa noroeste da Ilha Wiencke, onde há muitas colônias de pinguins.
 Imóveis, as focas ficam à espreita das aves nas águas rasas da região, onde os pinguins costumam ignorar o perigo que se esconde debaixo da superfície. Com movimentos rápidos e certeiros, o animal maior então captura o menor.

As imagens mostram a presa tentando escapar em vão, pois a fuga logo é impedida pelos dentes afiados do mamífero. Em seguida, o predador arrasta a caça para o fundo do oceano, onde a afoga e devora – após arrancar suas penas.

As focas-leopardos comem até 12 pinguins em um único dia. Além deles, costumam se alimentar de krill (invertebrados parecidos com o camarão), lulas e peixes.



Escrito por Marcelo Figueiredo às 08:31:42 PM
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ABRAÇOS AOS AMIGOS.

Depois de um período com problemas técnicos estamos retornando com a melhor previsão para a atividade pesqueira.



Escrito por Marcelo Figueiredo às 07:44:25 PM
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Foto incrível de mergulhador com milhares de peixes concorre a prêmio

Imagem de peixes foi registrada no México e selecionada pela National Geographic.


“David and Goliath”, por Octavio Aburto

A imagem mais incrível desta semana é tão inusitada que está concorrendo a um prêmio internacional, o Photo Contest, da National Geographic. Octavio Aburto foi mergulhar com o amigo David Castro no parque nacional de Cabo Pulmo, localizado no México, quando se deparou com milhares de peixes em migração, formando uma bola.

O comportamento dos animais é comum na fase de reprodução, mas o ângulo da fotografia fez parecer que os peixes estavam em um duelo com o mergulhador. De acordo com o autor da foto, os peixes Bigeye trevally se reúnem no período da tarde para formar uma grande agregação de desova em torno dos recifes do Parque Nacional.



Escrito por Marcelo Figueiredo às 02:34:52 PM
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MAIS BRASA PARA A SARDINHA DE SC.

 


Assim como outros ramos da economia, setor de pesca no Estado sofre com a invasão de importados e falta de incentivos para a produção.



Ao confessar publicamente, às vésperas de assumir o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), que não sabia nem mesmo colocar uma minhoca em um anzol, Marcelo Crivella (PRB-RJ) acionou o “desconfiômetro” de empresários e lideranças do setor. De caráter político, a nomeação do então senador carioca ao cargo – ele é engenheiro civil por formação – deixou um mar de incertezas. Em Santa Catarina, o anúncio veio acompanhado de uma dose dupla de preocupação. Criada em 2003 através de uma medida provisória, a pasta já teve três titulares catarinenses: José Fritsch, Altemir Gregolin e Ideli Salvatti, que apesar de nascida em São Paulo, construiu sua base e carreira políticas aqui. Mesmo com toda essa representatividade, as medidas implantadas nos últimos anos para fomentar o segmento foram tímidas e muito aquém das expectativas. O receio, portanto, fazia sentido. Afinal, se nem a proximidade com os principais gestores ajudou a garantir melhores e efetivas condições para indústrias e produtores locais, o que esperar de um ministro de fora, que revelou ser incapaz de executar até uma das mais simples tarefas de uma pescaria?


Crivella, o quinto comandante do MPA em menos de dez anos, admitiu que estava assumindo o cargo “para aprender”, com “espírito público”. Mesmo cercado por olhares duvidosos, o ex-senador tem surpreendido o setor, de certa forma, no pouco tempo à frente da pasta. Essa é a opinião de Attílio Leardini, presidente da Leardini, uma das maiores empresas de pescado do Brasil. “Ele vem mostrando uma enorme disposição para dar ao peixe a mesma importância econômica desfrutada pela carne bovina e de frango”, comenta o empresário. Uma das primeiras ordens expressas de Crivella foi dar mais agilidade à concessão de licenças de pesca de algumas espécies, como a tainha. “Elas estavam sendo entregues depois das safras”, lembra Geovani Monteiro, presidente do Sindicato dos Armadores e da Indústria da Pesca de Itajaí e Região (Sindipi), entidade que reúne 245 armadores, 55 indústrias e gera 20 mil empregos diretos na região. A dinâmica imposta pela nova gestão, no entanto, ainda representa muito pouco diante das aspirações do setor.


O Brasil tem uma das maiores faixas litorâneas do planeta, com cerca de 8 mil quilômetros de extensão, que vai do Amapá ao Rio Grande do Sul. Apesar do vasto potencial para a atividade, o país tem uma participação acanhada na produção mundial de pescado, que considera tanto a pesca extrativista quanto a aquicultura – produção de peixes e frutos do mar em cativeiro. A liderança disparada é da China, que captura cerca de 60,4 milhões de toneladas ao ano, quase sete vezes mais que a segunda colocada, a Indonésia (9,8 milhões). Dados mais recentes do MPA mostram que o Brasil figura na 18ª colocação no ranking, com 1,24 milhão, o equivalente a apenas 0,86% da produção global.


Desse total, a pesca extrativista responde por 785,3 mil toneladas (62,1%), enquanto a aquicultura é responsável por 479,3 mil toneladas (37,9%). Estima-se que, somadas, essas duas atividades empreguem 5 milhões de brasileiros.


 


Renato Iung Henrique, da Costa Sul. Companhia é uma das únicas sem frota própria – tudo é comprado de produtores terceirizados.


Dentro desse cenário, Santa Catarina se destaca como o maior produtor nacional de pescado, capturando 183,7 mil toneladas – o resultado, contudo, é considerado ruim e se deve principalmente à baixa de 50% na pesca da sardinha-verdadeira, um dos carros-chefes da atividade por aqui. Ainda assim, o número representa expressivos 14,5% do total do país. São 40 mil toneladas a mais que o Pará, que ocupa a segunda posição. O Estado tem hoje 31,3 mil pescadores registrados, o quarto maior índice do Brasil. Mas é a pesca industrial quem faz a diferença. A modalidade é responsável por 113,9 mil toneladas, 62% do total do Estado. Itajaí e Navegantes, que formam o principal polo pesqueiro do país, concentraram quase 82% desse contingente. Na região estão instaladas a Gomes da Costa e a Camil, as duas maiores fábricas brasileiras de enlatados marinhos – responsáveis por 80% da produção nacional desse tipo de produto – além de outras importantes indústrias do segmento, como Costa Sul e Leardini.


As condições naturais e a infraestrutura do complexo portuário do litoral norte, somadas à frota mais moderna do país e à excelência da mão de obra de armadores e capitães de embarcações, são apontadas como os grandes atributos de Santa Catarina no segmento e principais responsáveis pela liderança na produção nacional. Foi por causa disso que a Costa Sul, que comercializa peixes, crustáceos e moluscos, transferiu sua matriz para Navegantes no final de 2002. “Viemos para cá por causa desses diferenciais e por ser uma região forte na área pesqueira”, lembra o gerente administrativo Renato Iung Henrique. Com 640 funcionários e um parque industrial de 12,5 mil metros quadrados, a empresa, ao contrário da maioria das demais, não possui frota marítima própria para a pesca. Toda a produção vem de fornecedores terceirizados. Também são importadas algumas espécies, como merluza, bacalhau, salmão e panga.


Por não fazer a captura direta, a Costa Sul talvez represente uma exceção entre as indústrias do setor. A maioria delas está no meio de um conflito que envolve os ministérios da Pesca e do Meio Ambiente. Enquanto o primeiro busca incentivar o aumento da produção, o segundo está preocupado em preservar os recursos naturais. Para Paulo Ricardo Schwingel, coordenador do Grupo de Estudos Pesqueiros da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), a saída para o impasse seria a administração sustentável da atividade, através da implantação dos Comitês Permanentes de Gestão, previstos desde 2009, mas que até hoje não saíram do papel – eram para ser 23, mas só existem dois em funcionamento em todo o país. Ele alerta que a natureza já está no limite da sua capacidade. “Cada recurso pesqueiro tem um comportamento diferente em termos de capacidade de regeneração. A sardinha, por exemplo, tem uma fecundidade altíssima e pode se recuperar logo, ao contrário do peixe-sapo, que demanda mais tempo”, explica.


Marcelo Crivella, ministro da Pesca (ao centro na mesa). Apesar da inexperiência, tem ganhado elogios dos empresários.


O especialista defende a realização de pesquisas que indiquem o total de biomassa presente nos mares. Esses estudos ajudariam a determinar a quantidade que poderia ser pescada sem causar desequilíbrios no ecossistema. “Países como Estados Unidos, Nova Zelândia e Austrália conseguem recuperar seus estoques porque fazem estudos de biomassa”, acrescenta Geovani Monteiro, presidente do Sindipi. Esses levantamentos são considerados indispensáveis porque o cultivo de peixes, ao contrário de outras atividades agrícolas, não pode ser manipulado. As criações de bovinos, frangos e suínos, que também são muito fortes no Estado, por exemplo, possuem uma série de variáveis que podem ser controladas, como seleção de matrizes, eliminação de pragas e engorda dos animais. “Na pesca, a única coisa que você pode controlar é o quanto você pesca. Nós a exploramos comercialmente e esperamos que a natureza faça todo o resto”, esclarece Schwingel.


Diante dessa realidade, é possível observar dois movimentos bem nítidos na atividade pesqueira. O primeiro deles é a expansão da aquicultura, tanto no Brasil como em outros países – na China, por exemplo, é a atividade predominante. Por aqui, ao contrário da pesca extrativista, o setor chegou à produção anual de 479,4 mil toneladas. Santa Catarina responde por 58,1 mil toneladas. Em tese, a aquicultura seria uma opção mais rentável porque permite a manipulação da produção e o controle da oferta e demanda. Entretanto, Schwingel alerta que a atividade pode causar sérios impactos ao meio ambiente, tanto no aspecto paisagístico quanto na modificação de áreas naturais. “Nas regiões Norte e Nordeste, grandes áreas de manguezais estão sendo usadas para cultivo de camarão. Então se destrói um ecossistema-chave da costa para transformá-lo em fazenda do produto”, afirma.


 


 


Giovani Monteiro, do Sindipi. Ele havia entrado com uma ação antidumping no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Contudo, foi negada.


O segundo movimento é o aumento das importações. Assim como outros setores da economia, a atividade pesqueira vem sofrendo com a invasão de importados asiáticos, que a exemplo de outros produtos chegam ao país com qualidade inferior. No ano passado, as importações nacionais alcançaram US$ 263,9 milhões, incremento de 14,6% em relação a 2010. A baixa tributação imposta aos importadores ajuda a intensificar o processo. Giovani, do Sindipi, reconhece que existe, sim, a necessidade de importar peixe, mas critica o modo como isso vem ocorrendo. “Esse pescado da Ásia já vem embalado, pronto para a venda. Isso afeta toda a cadeia local, que deixa de gerar empregos”, avalia. O Sindipi entrou com uma ação de antidumping – medida que busca neutralizar os efeitos danosos à indústria – no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em dezembro do ano passado, mas não obteve êxito. O grande receio é que a compra em grande escala de produtos do exterior cause um processo de desindustrialização do setor, como já vem sendo observado em outras atividades econômicas no Estado.


A carga tributária, um lamento de todos os ramos da economia no Brasil, também dificulta a competição com os importados. Giovani lembra que produtores de bovinos, suínos e frangos possuem, por exemplo, subsídios de PIS/Cofins na folha de pagamento. “Nenhuma parte do setor pesqueiro tem esse tipo de benefício tão importante. Seria até uma questão de isonomia com as outras atividades”, reclama. Linhas de crédito do governo para incremento e modernização de barcos de pesca estão congeladas, atrasando e comprometendo o desenvolvimento do setor. “Já está mais que na hora do governo fazer uma reforma tributária justa. Mas não adianta acabar com um imposto ou mudar outro de nome. Tem de ser algo que realmente vise à contenção de gastos dos empreendimentos como um todo”, sugere Renato Iung Henrique, da Costa Sul.


Paulo Ricardo Schwingel, da Univali. “A carne de peixe tem uma série de benefícios à saúde que podem ser usados como argumento em campanhas para o aumento do consumo”.


Apesar de todos os percalços, as expectativas para o setor seguem otimistas. A Leardini aposta em várias frentes de trabalho, que incluem ampliação de portfólio e parcerias de compras, para crescer 30% este ano. A Costa Sul vai investir em melhorias no setor de embalagens e na ampliação das câmaras de estocagem, que vão dobrar de tamanho, passando de uma capacidade de 4 mil para 8 mil toneladas. A empresa projeta um incremento de 20% nas vendas. Isso tudo porque o peixe parece estar caindo nas graças do brasileiro, apesar de ainda ser considerada uma carne cara em relação às outras. O consumo tem subido ano após ano e já chegou a uma média anual de 9,5 kg per capita, índice abaixo dos 20 kg recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Portanto, há muito mercado a ser explorado. “Culturalmente falando, o consumo de outras proteínas é significativamente maior do que o consumo de pescado. Isso acontece principalmente pelo desconhecimento de como prepará-lo e seus benefícios para a saúde”, justifica Luiz Valle, presidente da Cavalo Marinho, empresa que recentemente teve suas ações adquiridas pela Leardini. “É preciso mostrar os diferenciais do peixe, que é uma carne rica em ômega 3 (que ajuda na redução do colesterol ruim e pressão arterial, além de combater doenças como diabetes e câncer) e menos gordura”, acrescenta Schwingel.

 



Escrito por Marcelo Figueiredo às 11:56:04 PM
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MPA regulamenta a captura de tubarões e raias no Brasil

 


MPA regulamenta a captura de tubarões e raias no Brasil


Marcelo Crivella assinou nesta segunda - feira (26), a Instrução Normativa Interministerial conjunta com o Ministério do Meio Ambiente proibindo no Brasil a pesca de tubarões e raias



O ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella assinou nesta segunda - feira (26), a Instrução Normativa Interministerial conjunta com o Ministério do Meio Ambiente proibindo no Brasil a pesca de tubarões e raias apenas para o comércio de barbatana.


A Instrução estabelece normas e procedimentos para o desembarque, o transporte, o armazenamento e a comercialização de tubarões e raias capturados nas águas jurisdicionais brasileiras e em alto-mar por embarcações nacionais e estrangeiras arrendadas no Brasil.


“Todo ano se caça no mundo 100 milhões de tubarões e 70 % é para sopa de barbatana e comércio de cartilagem. Das 88 espécies brasileiras, 38 estão na lista de extinção. O tubarão alcança a maturidade sexual entre 10 e 15 anos e se reproduz de dois em dois anos. Suas crias são predadas em 50%. Essa medida coloca o Brasil em termos de preservação à frente de países avançados como a Noruega”, afirmou o ministro.


A partir de agora quem pescar tubarão tem que trazer a barbatana presa ao corpo que poderá estar eviscerado e descabeçado. Desta forma, a normativa combate a prática do finning (pesca ilegal para obtenção exclusiva das barbatanas dos tubarões e raias) e facilita a fiscalização dos órgãos competentes.


Participaram do evento, o secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Roberto Brandão Cavalcanti, a gerente de Biodiversidade Aquática do Ministério do Meio Ambiente, Mônica Brick Peres, o secretário executivo do Ministério da Pesca e Aquicultura, Átila Maia da Rocha e o secretário de Monitoramento e Controle do MPA, Américo Tunes.

 

 



Escrito por Marcelo Figueiredo às 11:44:16 PM
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Técnicas de extração de petróleo e gás podem causar terremoto.



Técnicas de extração de petróleo e gás podem causar terremoto.
 



Algumas operações petrolíferas ou de extração de gás que implicam a injeção de água subterrânea podem causar terremotos, embora o risco da técnica de fratura hidráulica seja geralmente baixo, destacou um relatório científico publicado nos Estados Unidos.

O estudo do Conselho Nacional de Pesquisas dos Estados Unidos descobriu que o risco sísmico mais significativo está relacionado com a injeção secundária de águas residuais no subsolo para extrair vestígios de hidrocarbonetos de uma jazida de petróleo.

Além disso, uma técnica denominada Captura e Armazenamento de Carbono (CCS, na sigla em inglês), que tem como objetivo reduzir as emissões de dióxido de carbono na atmosfera através da captura, liquefação e injeção subterrânea de grandes volumes de carbono, "pode potencialmente induzir grandes eventos sísmicos", destacou o relatório.


No entanto, a fratura hidráulica, técnica que permite aumentar a extração de gás e petróleo do subsolo e que esteve sob intenso escrutínio dos ambientalistas, não é, segundo o estudo, um fator de risco de tremores suficientemente fortes para ser percebidos pelas pessoas, acrescentou.

"O processo de fratura hidráulica tal como se aplica atualmente para a recuperação de gás de xisto não representa um alto risco de indução de eventos sísmicos que possam ser percebidos", destacou o informe.

Há 35.000 poços de gás de xisto nos Estados Unidos atualmente e só foi reportado um caso no mundo em que a fratura hidráulica de gás de xisto foi confirmado como causador de terremotos em áreas próximas.

Este caso foi na área de Blackpool, na Inglaterra, em 2011. A fratura hidráulica causou um terremoto de magnitude 2,3 em abril e outro de magnitude 1,5 em maio, destacou o informe.

Vinte casos possíveis foram documentados nos Estados Unidos e outros 18 no mundo.

"A atividade humana, inclusive a injeção e extração de fluidos da Terra, pode induzir a eventos sísmicos", destacou o relatório.

"Embora a grande maioria destes eventos tenham intensidades inferiores às que podem ser percebidas pelas pessoas que vivem diretamente no local da injeção do fluido ou de extração, existe um potencial para que ocorram sismos importantes que podem ser percebidos e causar danos e preocupação pública".

Um fator chave no potencial para causar um terremoto parece estar relacionado ao equilíbrio entre o líquido introduzido no subsolo e que logo é retirado e as tecnologias que controlam este equilíbrio são as melhores, explicou.

Enquanto a técnica de CCS consista em injetar grandes volumes de líquido para um armazenamento prolongado e possa causar grandes terremotos, não há projetos em grande escala em andamento, razão pela qual é difícil avaliar o risco real.

"Não existe informação suficiente para compreender este potencial porque não há projetos em grande escala de CCS em funcionamento. É preciso mais investigação sobre o potencial de sismicidade introduzida em grande escala de projetos de CCS", destacou o informe.

Fonte clickconexão.



Escrito por Marcelo Figueiredo às 04:25:12 AM
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'Peixe monstro' aparece em praia no México e atrai dezenas de curiosos

Peixe remo de 6,1 metros foi achado em praia perto de Cabo San Lucas.
Espécie vive nas profundezas e raramente vem à superfície.

Um peixe remo, também conhecido como regaleco, de 6,1 metros foi encontrado em uma praia perto de Cabo San Lucas, no México na última sexta-feira.

Peixe remo de 6,1 metros foi encontrado em praia mexicana. 

A espécie vive nas profundezas e raramente vem à superfície. O aparecimento do peixe na praia atraiu uma multidão de curiosos, já que a "criatura" era desconhecida.

O peixe remo pode atingir 11 metros.



Escrito por Marcelo Figueiredo às 02:55:09 PM
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Veja lista com peixes gigantes que não são 'histórias de pescador'

No Canadá, pescador pegou esturjão de 3,5 m e 500 kg.

Na África, biólogo capturou peixe-tigre-golias assustador.

Na semana passada, o canadense Norman Daley fisgou um esturjão de 3,5 metros de comprimento e cerca de 500 quilos durante pescaria no rio Fraser, perto de Chilliwack, no Canadá. Abaixo, esse e outros peixes gigantes.

Esturjão de 3,5 metros e 500 kg foi capturado no rio Fraser. 

O biólogo britânico Jeremy Wade, que apresenta o programa 'Monstros do rio', segura exemplar de peixe-tigre-golias, que foi capturado no rio Congo, o segundo maior da África, atrás apenas do Nilo. 

Em 2010, o japonês Manabu Kurita pescou um 'black bass' (conhecido como achigã), peixe que é bastante 'manhoso', de 10,92 kg no lago Biwa, no Japão, e igualou o recorde mundial que durava 77 anos. 


Durante uma pescaria com a mulher, o americano John White fisgou em setembro do ano passado um peixe-espada de 206 quilos, durante pescaria a cerca de 50 quilômetros ao sul de Islamorada, no estado da Flórida (EUA). 

 

Em abril de 2012, os pescadores alemães Stefan Seuss, Uli Schuppler e Patrick Nimz fisgaram um peixe-gato, conhecido no Brasil como bagre, de 98,8 quilos e 2,34 metros no rio Po, na Itália. 

Em junho do ano passado, o americano Chad Aldridge e seu pai, Ron, fisgaram um peixe de 159,12 quilos próximo à cidade de Homer, no Alasca. Eles levaram uma hora e 20 minutos para conseguir erguer ao barco o peixe enorme.

 

Em setembro de 2011, o pescador britânico Matt Gallant fisgou um peixe-gato albino de 2,29 metros e 81,6 quilos no rio Ebro, na Espanha. 


 



Escrito por Marcelo Figueiredo às 09:53:06 AM
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Litoral do país perdeu 80% de recifes de corais em 50 anos, diz estudo

Estudo inédito mapeou ecossistema existente no Nordeste do Brasil.

Poluição urbana e extração ilegal de corais ameaçam organismos.

Estudo inédito realizado que monitorou a saúde dos recifes de corais aponta que nos últimos 50 anos o país perdeu cerca de 80% desse ecossistema devido à extração e à poluição doméstica e industrial.

O restante existente está ameaçado pelos efeitos da mudança climática.

O primeiro “Monitoramento de recifes de corais no Brasil”, executado de 2002 a 2010 pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), aponta os recifes que existem próximo a a grandes metrópoles do Nordeste, região onde se concentra esse ecossistema, são os mais prejudicados.

Os dados do estudo serão divulgados nesta segunda-feira (24) durante a sétima edição do Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação, realizado em Natal (RN) pela Fundação Grupo Boticário.

Coordenado pela professora Beatrice Padovani, do Departamento de oceanografia da UFPE, o monitoramento constatou a presença de recifes de corais desde a costa nordeste do Rio Grande do Norte até o Sul da Bahia, se espalhando por cerca de 2 mil km do litoral brasileiro.

Os recifes de corais no país são ecossistemas costeiros compostos por ao menos 18 espécies diferentes de corais, além de algas e peixes como garoupas, peixes-papagaio e peixes-cirurgião. Podem ser encontrados até cem metros de profundidade ou na costa de grandes cidades, como Recife (PE), Maceió (AL) e Salvador (BA).

Porém, constatar a presença de corais próximos às grandes capitais pode representar, em alguns casos, sua sentença de morte. Isso porque nessas regiões os recifes sofrem com o lançamento de esgoto não tratado direto no mar ou com a remoção ilegal de organismos.

“Os danos são causados por impactos de origem terrestre como a poluição doméstica, industrial e da agricultura, o aumento da sedimentação (envio de terra para o fundo do mar) causado pelo desmatamento da Mata Atlântica e dos mangues, além do fácil acesso que leva à retirada de organismos para construção, ornamentação e pesca”, disse.

Dados do estudo, baseados em pesquisas feitas anteriormente, mostram que em cinco décadas houve uma redução de 80% dos recifes de corais brasileiros. “Até a década de 1980, houve muita extração de corais para fabricação de cal no país. Essa remoção era feita com picaretas ou explosivos. Só houve uma redução após a criação de leis específicas”, disse Beatrice ao G1.

Outro problema grave que afeta esse ecossistema é a sobrepesca, que ameaça espécies de peixe que dependem desses organismos. Segundo a pesquisa, mesmo com a criação de unidades de conservação de proteção integral ao longo do litoral, peixes maiores e com ciclo de vida longo continuam a ser afetados, como a garoupa e o budião.

“Como essas espécies têm papel fundamental nos recifes, controlando outras populações, (...) as consequências da redução de exemplares são a perda da resiliência do ecossistema, ou seja, a diminuição da capacidade de retornar ao estado anterior quando perturbado”, explica a pesquisadora.

Mudança climática pode afetar ainda mais ecossistema

Outro grande problema que ameaça os recifes brasileiros é o aquecimento dos oceanos, devido à elevação da temperatura global -- resultado da mudança climática.

Eventos cíclicos de branqueamento e mortalidade de corais têm aumentado dramaticamente à medida que a temperatura do mar alcança valores mais altos e há maior ocorrência de eventos climáticos como El Niño (fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico perto dos trópicos). A acidificação dos mares, consequência das emissões de carbono da atmosfera, é outro fator agravante. A água capta esse carbono e se torna mais ácida.

De acordo com a pesquisadora, o Brasil foi bastante atingido por branqueamento em 1998, 2003 e 2010. Em 1998 e 2010, 50% da população de corais ficou branca, mas a recuperação foi considerada boa – apesar de reduções localizadas de cobertura.

“Em 2012, é provável a ocorrência de um novo El Niño. Os recifes que vão sofrer mais serão aqueles em pior estado de conservação, afetados pela poluição, e que podem ser afetados por doenças”, explica.

Unidades de conservação protegem organismos

O estudo diz ainda que os recifes de corais mais protegidos no Brasil são aqueles localizados dentro de unidades de conservação, como no Arquipélago de Fernando de Noronha (PE).

A pesquisa aponta para o poder público formas de aumentar a preservação deste ecossistema, como aumentar a recuperação de matas ciliares e controlar o manejo de bacias hidrográficas. “É preciso controle de poluição, turismo e pesca, proteção para os grupos de peixes mais afetados, incluindo as áreas de berçário e desova dessas espécies”, diz a pesquisadora.

Ela cita ainda a importância de conservar as áreas de mangues, que têm ligação importante com os recifes – além de servir como ambiente alternativo para diversos animais e organismos marinhos ao longo de seu ciclo de vida. O programa de monitoramento será mantido pelo MMA, através do Instituto Chico Mendes (ICMBio).



 



Escrito por Marcelo Figueiredo às 02:43:12 PM
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Peixe mortal fere menino em praia na Inglaterra e ele sobrevive.

Dawud Lee, 10 anos, teve uma dolorosa aula de biologia marinha em um dia na praia em Cornwall, Inglaterra. Enquanto brincava, avistou uma criatura roxa e azul – a caravela portuguesa - que estava há quilômetros de seu hábitat, e resolveu pegar com uma varinha. Só que ela escorregou e picou o peito do seu pé várias vezes. 

Ele foi levado imediatamente ao hospital enquanto sua mãe guardava aquela rara criatura do mar em um frasco para que os médicos pudessem identificá-lo. “Meus filhos estavam brincando nas ondas e eu vi esta coisa na água”, contou a mãe ao jornal The Sun. 

Depois de ser tratado, os médicos deram parte do peixe mortal em um pote para a família levar para casa. “O pé dele inchou um pouco e teve alguns vergões, mas graças a Deus não foi tão sério”, disse a mãe. 

A caravela portuguesa é comumente encontrada em mares quentes, especialmente em regiões tropicais e subtropicais do Pacífico e Índico, mas algumas vezes se desvia para águas mais frias. É coberta por espinhos minúsculos que se quebram na pele da vítima, cuja toxina liberada pode causar cicatrizes graves em quem sobrevive, já que algumas pessoas podem ter choque anafilático ao entrarem em contato com essa colônia de animais.



Escrito por Marcelo Figueiredo às 01:28:18 PM
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Mulher de 28 anos pesca marlin de 5,5 m e 464 kg, mas não terá recorde


Molly Palmer fisgou o peixe enorme em Kailua-Kona, no Havaí.
Ela perderá recorde porque teve ajuda para puxar marlin a bordo.

A pescadora americana Molly Palmer, de 28 anos, fisgou um marlin de 5,5 metros de comprimento e 464 quilos em Kailua-Kona, no Havaí (EUA).



Segundo a agência "Associated Press", Molly superou em 33 quilos o antigo recorde feminino.

A marca, no entanto, não deve ser ratificada Associação Internacional de Pesca Esportiva, porque ela contou com a ajuda de outros membros do barco para puxar o marlin enorme a bordo.

Molly disse que sua equipe não estava muito preocupada em ser desclassificada ao puxar o peixe. "Eu não vim aqui para bater recordes mundiais", disse ela.



Escrito por Marcelo Figueiredo às 03:01:09 PM
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Aposentado fisga esturjão de 3,76 metros em rio no Canadá

Michael Snell lutou com o peixe 10 km rio abaixo.
'Nunca pensei que um peixe pudesse ser tão grande', disse.

Parece história de pescador, mas o aposentado Michael Snell fisgou um esturjão de 3,76 metros de comprimento no rio Fraser, no Canadá, segundo o jornal canadense “The Province”.


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Michael Snell fisgou esturjão de 3,76 metros de comprimento no rio Fraser. (Foto: Reprodução)

"Foi a maior emoção que já tive com um peixe”, disse Michael Snell, de 65 anos, natural de Salisbury, na Inglaterra. “Nunca pensei que um peixe pudesse ser tão grande", acrescentou o pescador.

Ele fisgou o peixe na região de Chilliwack em 16 de julho. Snell contou que lutou com o peixe 10 km rio abaixo, durante quatro horas e meia.

Dean Werk, um guia profissional, estima que o peixe pesava 500 quilos. Sua circunferência foi medida em 1,35 metro.

Após marcá-lo para identificação, o esturjão foi solto novamente no rio.



Escrito por Marcelo Figueiredo às 02:19:39 PM
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Catadores de caranguejo na berlinda

A presidenta Dilma Rousseff vetou projeto de lei que daria a catadores de caranguejo o direito a receber o seguro-desemprego durante o período do defeso, quando o animal não pode ser capturado. A extensão do benefício aos catadores de caranguejo foi proposta pela deputada federal Elcione Barbalho (PMDB-PA) e convertida em projeto de lei complementar, aprovado em junho pela Comissão de  Assuntos Sociais do Senado.

Na mensagem de veto, publicada ontem no Diário Oficial da União, a presidenta argumenta que a concessão do benefício aos catadores de caranguejo “causaria insegurança jurídica em relação a algumas categorias de pescadores artesanais”.

A decisão pelo veto foi baseada em parecer do Ministério da Pesca e Aquicultura. O benefício é concedido ao pescador profissional que exerce a atividade de forma artesanal, individual ou em regime familiar. O chamado seguro defeso é pago pelo governo a cerca de 500 mil pescadores durante os quatro meses em que a pesca fica proibida para permitir a reprodução das espécies. Os beneficiários recebem um salário mínimo por mês durante o período.



Escrito por Marcelo Figueiredo às 03:25:04 PM
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Ondas em praia da Califórnia são iluminadas por azul misterioso à meia-noite

O estranho fenômeno é causado por uma grande quantidade de algas presentes na praia do Oceano Pacífico.

O fotógrafo Steve Skinner consegiu captar imagens belíssimas em uma praia da Califórnia, no Oceano Pacífico. À meia-noite, tudo estava escuro, mas cada onda que se formava em uma praia famosa de surf da região foi retratada com um flash azul muito diferente.

Steve visitou a praia especialmente para captar o estranho fenômeno causada por algas nas águas da praia de Swami. Quando as ondas se formam, as algas emitem um flash de luz azul - chamado de bioluminescência - e provocando essas imagens espetaculares.

Apesar da beleza visual do fenômeno, a grande quantidade de algas é prejudicial uma vez que diminui o oxigênio da água, prejudicando o ambiente marinho. Durante o dia, elas geram uma cor castanho-avermelhada conhecida como maré vermelha.




Escrito por Marcelo Figueiredo às 02:23:40 PM
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      ESTAÇÃO DE RÁDIO COSTEIRA PUE 45, 25 ANOS DE APOIO AO PESCADOR.                     

 

     Em nosso país na grande maioria das vezes não valorizamos o que é bem executado, ou não damos importância a valores ou idealizações que dão resultados, um bom exemplo disto é a Estação de Rádio Costeira prefixo P.U.E. 45 do Sindicato dos Armadores de Pesca do RJ.

                  Criada a partir do fim da rede nacional de comunicação do IBAMA que tinha estações de rádio em vários pontos do nosso litoral que prestavam apoio as embarcações pesqueiras como por exemplo a P.V.E 3 que funcionava na Praça XV no Rio de Janeiro .

               O sindicato dos Armadores de pesca do RJ, procurou o Sr. José Sidney Leal Radioperador na época do Iate Clube Jardim Guanabara que ao perceber que o pescador ficou sem assistência pelas ondas das rádios costeiras,passou a prestar apoio a partir da estação do Iate Clube aos barcos pesqueiros.

               E daí surgiu a idéia da implantação da estação de Rádio para o SAPERJ, idéia esta que foi logo abraçada pelos diretores na época Srs. Antônio Gullo, Ignácio Baltazar, Tomás Marques Torres, Mario Aieta, Valter Guerra e Dr. José Augusto Carvalho de Mendonça, que fizeram na acepção da palavra uma “vaquinha” para comprar equipamentos e fundar a Estação de Rádio de prefixo P.U.E.45.

                            E assim foi  Fundada em 29/06/1987 e desde então permanece no ar initerruptamente, pois funciona 24 horas por dia inclusive sábados,domingos e feriados. Sendo desde então o elo de comunicação entre os armadores de pesca do sindicato com os pescadores em alto mar, com isso a estação construiu uma trajetória vitoriosa.

                           São incontáveis os números, pois se levarmos em conta todos os seus 25 anos com média de 60 atendimentos diários podemos chegar a incrível marca de mais de 545 mil atendimentos de chamadas recebidas, sem contar os atendimentos telefônicos que recebem as mais diversas mensagens para serem passadas para os mestres das embarcações.

                    Estes atendimentos são feitos a pequenas e médias distâncias pelo VHF e a longas distâncias em HF, cobrindo assim uma grande faixa do litoral brasileiro, tendo um alcance que abrange desde o litoral Baiano até o Arrôio do Chuí extremo sul , com atenuantes de já termos feitos contatos com barcos nas áreas da Elevação do Rio Grande do Sul e ao norte dos Penedos de São Pedro e São Paulo, pontos excessivamente distantes da cidade de Niterói/RJ, base de operação da P.U.E 45.

                  Entre seus serviços prestados é transmitido reciprocamente de bordo para terra mensagens familiares, informação ao navegantes como previsão de tempo, aviso de áreas interditadas a navegação, avisos de navios de pesquisa sísmicas afim de prevenir acidentes em alto mar, cuidar incansavelmente da salva-guarda da vida humana no mar, e solucionar todo e qualquer problema que ocorra a bordo e necessite de apoio logístico dos Armadores.



Escrito por Marcelo Figueiredo às 09:55:13 AM
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 ESTAÇÃO DE RÁDIO COSTEIRA PUE 45, 25 ANOS DE APOIO AO PESCADOR.  (continuação)                    

 


 

  Vale destacar que com a descoberta das riquezas do Pré-sal, muitas embarcações de pesquisa sísmica marítima navegam em nossas águas a procura de novos poços de petróleo e a P.U.E 45 mais uma vez saiu na frente e a mais de quatro anos divulga a posição de navios de pesquisa com o propósito de evitar acidentes pois cada navio reboca em média 12 cabos sísmicos com 8 quilometros de comprimento com largura aproximada destes cabos totalizando cerca de 700 metros, ( para se ter uma idéia a ponte Rio-Niterói tem 13 quilometros de comprimento e 27 metros de largura).

 

                  Nas transmissões de aviso aos navegantes são transmitidas informações de áreas interditadas a navegação assim como posições de bóias cegas que se transformam eu um imenso perigo á segurança para as embarcações pesqueiras.

                Todos os dias são feitas chamadas a todas as embarcações associadas ao Sindicato dos Armadores de Pesca do Rio de Janeiro, mais em caso de sinistro nenhuma embarcacação fica sem o apoio da P.U.E 45 e talvez devido a esta maneira de trabalho a estação tem duas medalhas de amigo da Marinha do Brasil por seus serviços prestados, tendo inclusive participado ativamente no auxílio do naufrágio do Bateau Mouche IV, que infelizmente vitimou varias pessoas.

                   Este é um ponto crucial da sala de rádio o auxílio no serviço de busca e salvamentos marítimos.

                     Apesar de ter bons rádios de comunicação a P.U.E. 45 sofre hoje com problema em seu posicionamento que prejudica os contatos devido a interferências em suas linhas de transmissões, que precisam ser sanados a base de pesquisa e investimentos para a melhoria dos serviços, isto é que esperamos da Presidência do Sr. Leonardo Marques Torres que deixe um excelente legado para os associados assim como os Presidentes José Ignácio Baltazar do couto e Alexandre Guerra Espogeiro deixaram, pois em suas gestões até hoje foram os que mais investiram na Estação P.U.E.45.

                    Sua equipe de trabalho hoje conta com Marcelo Seabra Figueiredo Rádio Operador classe GERAL (RF/G) , e os Operadores Paulo Henrique Torres Portilho, Paulo César de Mello, Rosana da Costa Rodrigues Vinha e Vanderlei Pereira Ribeiro.

                   Entre os operadores que fizeram parte da equipe de radioperados e muito contribuiram foram os operadores Marco Áurelio, Gilmara Vieira Bié, Valter e o Rádio operador classe GERAL(RF/G) Rouanet Pires Bastos.

                   Parabéns P.U.E. 45 pelo seus 25 anos.

 



Escrito por Marcelo Figueiredo às 09:47:44 AM
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PESCA DO ESPADARTE

 

 

PARTE 1

 

 

PARTE 2

 

 

PARTE 3



Escrito por Marcelo Figueiredo às 04:04:54 PM
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PESCARIA DE ARRASTO DUPLO NA COSTA SUL DO BRASIL.



Escrito por Marcelo Figueiredo às 02:51:09 AM
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PESCARIA DE ARRASTO PARELHA BARCOS JOÃO PAULO I E II.



Escrito por Marcelo Figueiredo às 02:48:24 AM
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SUBMARINO TAMOIO, UMA HOMENAGEM AO MEU AMIGO COMANDANTE FLAVIO DE MORAIS LEME.



Escrito por Marcelo Figueiredo às 02:28:28 AM
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PESCA ARTESANAL DE CAMARÃO EM CAMPOS DOS GOYTACAZES RJ.



Escrito por Marcelo Figueiredo às 02:22:36 AM
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PESCA DO BACALHAU.



Escrito por Marcelo Figueiredo às 02:18:29 AM
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Tubarão de 130 quilos é capturado em Itanhaém, SP

Animal ficou preso na rede de pescadores nesta sexta-feira (25).
Ele foi pescado a cerca de 250 metros de distância da faixa de areia.

Tubarão foi encontrado na manhã desta sexta-feira (25), na praia do Cibratel II, em Itanhaém, no litoral de São Paulo. O animal ficou preso na rede de dois pescadores que puxavam tainhas. (Foto: Arquivo Pessoal)


Segundo os pescadores, o animal é da espécie mangona, pesa 130 quilos e mede 2,40 metros. Ele foi pescado a cerca de 250 metros de distância da faixa de areia. Após a captura, os pescadores colocaram o peixe a venda. (Foto: Arquivo Pessoal)




Escrito por Marcelo Figueiredo às 07:23:01 PM
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Peixe salta dentro de um barco nos Estados Unidos.

Kevin Faver pescava em St. Augustine, na Flórida, quando um peixe de quase 20 quilos que ele tentava capturar, saltou dentro do barco. A cena foi registrada pelo cinegrafista do jornal Daily Mail, Bill Pollackov




Escrito por Marcelo Figueiredo às 11:29:28 AM
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Náufrago processa operadora de navio que não prestou socorro

Operadora Princess Cruises não teria ajudado pescador panamenho que ficou 28 dias à deriva e teve colegas mortos

BBC Brasil

Um pescador panamenho que sobreviveu 28 dias no oceano Pacífico e presenciou a morte de dois colegas abriu um processo contra a Princess Cruises, operadora de um navio que passou pelo grupo sem prestar socorro.

Adrian Vasquez decidiu entrar na Justiça da Flórida acusando a empresa de negligência. Passageiros do cruzeiro disseram ter visto os pescadores e alertado a tripulação, mas a empresa diz que o capitão da embarcação não foi avisado.

A advogada do pescador, Edna Ramos, disse que o processo inclui o testemunho de dois passageiros que confirmam ter visto os náufragos e alertado a tripulação.

A passageira Judy Meredith afirmou a jornalistas que viu os pescadores com um binóculo e avisou um atendente, que confirmou ter repassado a informação à tripulação.

Água

Os três pescadores voltavam de uma viagem ao Rio Hato, para onde haviam ido em fevereiro, quando um dos motores do barco de cerca de três metros de comprimento falhou.

Após 16 dias à deriva, eles avistaram um navio de cruzeiro e tentaram fazer sinais com um casaco vermelho. "Ficamos muito felizes, porque achamos que eles viriam nos resgatar", disse Vasquez.

Ele foi resgatado dias depois a cerca de 1 mil quilômetros do continente, próximo às Ilhas Galápagos, quando seus amigos já haviam morrido de sede.

 

Uma tempestade repentina, que reabasteceu seus suprimentos de água, foi crucial para a sobrevivência de Vasquez.

A empresa disse que houve uma falha de comunicação. Afirmou ainda que está ciente das obrigações perante a lei internacional do mar e que esteve envolvida em mais de 30 resgates nos últimos dez anos. 

Obrigação 

A obrigação de prestar assistência, sob o artigo 98 da Convenção da ONU da Lei do Mar (UNCLOS), é um princípio difundido sobre a lei internacional do mar.

Segundo a legislação, desde que possa ser feito sem colocar a embarcação em sério risco, o capitão é obrigado a “prestar assistência a qualquer pessoa encontrada no mar em risco de se perder; a proceder com toda a velocidade possível para resgatar pessoas em dificuldade, se informado de sua necessidade de assistência, desde que tal ação possa ser razoavelmente es



Escrito por Marcelo Figueiredo às 08:51:58 PM
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Mande sua opinião e ou comentário, isto é muito importante, colabore!!





Escrito por Marcelo Figueiredo às 07:25:37 PM
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Barco de pesca japonês encalha na África do Sul

Embarcação com 28 pescadores e cão parou na praia na Cidade do Cabo.
Neblina pode ter contribuído para o acidente, dizem autoridades.

Do G1, com AP

Um barco japonês de pesca de cerca de 50 metros, com 28 pescadores e um cão a bordo, ficou encalhada em uma praia popular na Cidade do Cabo, na África do Sul, neste sábado (12).

Craig Lambinon, porta-voz do Instituto Nacional de Resgate Marítimo, disse que a neblina forte pode ter contribuído para o acidente, ocorrido durante a madrugaga, na First Beach, na região de Clinton.

Os pescadores e o cão foram resgatados em segurança.

Traineira japonesa encalhada neste sábado (12) na First Beach, na costa da Cidade do Cabo (Foto: AP)

Pescadores são resgatados da traineira neste sábado (12) na costa da Cidade do Cabo (Foto: AP)





Escrito por Marcelo Figueiredo às 10:07:30 AM
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Olhar para o passado e trabalhar para o futuro, esta mensagem é para todos aqueles que podem realizar a construção de um Terminal Pesqueiro Público moderno, e que atenda toda a logística necessária para alavancar a pesca no Estado do Rio de Janeiro.

Eu estou cansado de ver tanto gasto com reuniões e pouca ação dos governantes de todas as esferas, para a implantação do TPP.

Porém enquanto isto não acontece,por favor pelo menos inspirem-se, pois em um passado distante com muito menos recursos financeiros, mais com uma sagacidade e vontade de realizar um bem estar para o setor pesqueiro, um dia contruiu-se um belo Mercado Pesqueiro no Estado do Rio de Janeiro.




Escrito por Marcelo Figueiredo às 09:20:51 AM
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"PARA OS GAIATOS QUE PESCAM CAMARÃO NO DEFESO".

 

DARPA coloca seu navio de mais de R$ 380 milhões à venda

A Darpa está colocando em leilão um de seus barcos mais valiosos. Trata-se do The Sea Shadow que, embora tenha custado US$ 195 milhões (mais de R$ 380 milhões), poderá ser arrematado na próxima semana com um lance mínimo de US$ 50 mil (R$ 100 mil). O navio stealth inspirou o barco controlado pelo vilão Elliot Carver em “007: O Amanhã Nunca Morre”.

Sea Shadow é um dos barcos mais famosos do mundo

O veículo poderoso não será entregue "por inteiro” para o novo proprietário. O Sea Shadow será desmontado e o arrematador do leilão receberá “apenas” quase 500 toneladas de metal. O material é bem valioso, equivale a, pelo menos, US$ 3 milhões (R$ 6 milhões).

O leilão acontecerá na página GSA Auctions, site parceiro do governo norte-americano. O Sea Shadow é um dos navios mais famosos da história e ficou “desaparecido” dos radares do mundo por nove anos, graças à tecnologia stealth utilizada em sua construção.




Escrito por Marcelo Figueiredo às 07:32:59 PM
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                PONTAPÉ INICIAL.


                                         Secretário estadual de Desenvolvimento Regional e Pesca do Rio, Felipe Peixoto (foto abaixo) deu mais um passo para a implantação do Terminal Pesqueiro Público, TTP, na Praia de Itaoca em são Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro. De acordo com o secretário, até o fim deste mês, uma equipe de engenheiros do Ministério da Pesca irá ao local para as primeiras avaliações técnicas.

                                     AGRADO

                                         O ministro Marcelo Crivella ficou encantado com a idéia da cidade da pesca( nome dado ao futuro TTP), afirma Felipe, após reunião quarta-feira dia 02/05/2012 em Brasília no ministério da pesca. É que, pelo projeto, uma área de 700 mil m2 a ser destinada ao empreendimento, além do terminal de descarga, abrigará indústrias alimentícias também para processarem o pescado com toda a infraestrutura necessária.

                                                MAR DE EMPREGOS

                                          Além de enorme passo para o desenvolvimento do setor pesqueiro do Rio, o condomínio industrial da "cidade da pesca" vai criar mais de 5 mil empregos diretos logo nos primeiros anos de vida, afirma Felipe.





                                          ANTIGA NOVELA

                                          Promessa do governo Lula desde o primeiro mandato, em 2003, a instalação do TTP no Rio , inicialmente na Ribeira, Ilha do Governador, afundou-se em mar de polêmica e acabou embargada pela justiça.



Escrito por Marcelo Figueiredo às 07:55:34 AM
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Conheça o peixe-sol!

Esse peixe, mais familiarmente conhecido como Opah, pesa 250 Kg e é muito aprecido em sushis!

 

O Opah é conhecido coloquialmente por muitos nomes: Peixe-Sol, Peixe-Lua, Peixe-Imperador e até mesmo Arenque de Jerusalém. Apesar de estarem presentes em quase todos os mares dos trópicos, são especialmente populares no Havaí, por sua carne leve e versátil. No Brasil são mais difícil de avistar, mas há registros de pesca na Bahia e no Espírito Santo.

O Opah, ou peixe sol.

Banco de imagens - Projeto Tamar

Alimentam-se principalmente de lulas, krill e peixes menores. Seus predadores, além do Homem, são os tubarões—e apenas tubarões grandes, pois, além de nadar depressa, este é um dos maiores peixes do mundo.

Um Opah pode medir até dois metros e pesar em torno de 250 kg, sendo 35% de sua massa corporal comestível. Foi um peixe muito popular na confecção de comida japonesa entre os anos 80 e 90—afinal, com um único Opah, era possível fazer quase 100 kg de sushi!

O peixe demonstrado na foto, entretanto, não sofreu o destino de virar comida. Ele foi pescado no mar brasileiro através de um projeto de captura e estudo de peixes de profundidade da costa brasileria, promovido pelo projeto TAMAR e liderado por Guy Marcovaldi, com participação de Alfredo Carvalho. Diversos exemplares já foram capturados no litoral baiano e todos são utilizados com fins acadêmicos de pesquisa e ensino para aprendermos mais sobre a espécie, seus hábitos e sobre como protege-la melhor.




Escrito por Marcelo Figueiredo às 03:20:24 PM
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Índia inaugura 'prédio-peixe' como sede de departamento de pesca


Prédio governamental em Hyderabad chama a atenção pelo formato de peixe (Foto: Noah Seelam/AFP)

 

Órgão coordena parcerias comerciais para vendedores de pescado.
Edifício em formato de peixe foi inaugurado em Hyderabad.

O governo indiano inaugurou nesta sexta-feira (20) a sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento da Pesca na cidade de Hyderabad. O prédio chama atenção por ter sido projetado com a forma de um peixe.

O órgão coordena parcerias comerciais para vendedores de pescado em todo o país.

 

 

Prédio governamental em Hyderabad chama a atenção pelo formato de peixe (Foto: Noah Seelam/AFP)

 

 



Escrito por Marcelo Figueiredo às 09:24:49 PM
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Manoel Indalercio Silva 

Um pescador que dedicou quarenta anos à sua profissão, estudou até a quarta série primária e lê pelo menos três livros por mês, dos mais diversos assuntos e autores. Super População, um Super Problema é resultado das experiências de vida e de leituras de alguém que tem opinião, mesmo que, muitas vezes, controversa...

O livro teve início em 1998, escrito à caneta num caderno escolar comum. O gosto que há décadas o autor tem pela leitura o ajudou e o induziu a escrever. Não escrever por escrever, mas expressar algo que possa ser compartilhado.

nelinho

SR.NELINHO

SUPERPOPULAÇÃO, UM SUPER PROBLEMA

Editora Baraúna.

Resumo
Super População, um Super Problema é um livro de leitura fácil, que aborda temas tanto do passado como do presente, além de falar sobre um futuro incerto. Do passado, trata até de fatos ocorridos séculos antes de Cristo. Teologia, política, economia, esporte, comportamento... A obra traz um pouco de tudo, sempre com algum comentário do autor. Cada um dos trinta e um capítulos começa com tema diferente e ao mesmo tempo convergente; como se fosse uma peça que se conecta para formar um todo.





Escrito por Marcelo Figueiredo às 12:16:44 PM
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Pescador constrói 'teleférico' para pegar lagostas na Indonésia



Siswanto usa o equipamento para chegar a rochedo no mar.
'Teleférico' foi construído na praia de Timang em Gunung Kidul.

 

Siswanto faz a travessia entre os rochedos para pegar lagostas. (Foto: Dwi Oblo/Reuters)


O pescador Siswanto construiu um "teleférico" artesanal de madeira para atravessar o mar na praia de Timang em Gunung Kidul, perto de Yogyakarta, na Indonésia. Siswanto faz a travessia  entre os rochedos para pegar lagostas.

 

Pescador Siswanto construiu 'teleférico' para atravessar o mar em Gunung Kidul. (Foto: Dwi Oblo/Reuters)

 



Escrito por Marcelo Figueiredo às 06:31:27 PM
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A melhor previsão do tempo está de volta.

A partir da próxima segunda-feira dia 27/02/2012, a melhor previsão do tempo para a atividade pesqueira estará de volta.

Os pescadores das áreas costeiras e oceânicas das regiões sul e sudeste do Brasil, voltarão a navegar com as informações valiosas do nosso blog.

Com mais de cinco anos de pesquisas na grande rede, direcionamos as melhores informações para a atividade pesqueira, que você só encontra aqui.

Além deste precioso trabalho ainda informaremos sobre a previsão de chuvas com pelo menos quatro dias de antecedência nos estados Brasileiros.

em 2011 tivemos mais de 90% de acertos e esperamos em 2012 elevar mais ainda nossa previsão.

Bem vindo a bordo e boa navegação a todos!!!



Escrito por Marcelo Figueiredo às 11:34:28 AM
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TEMPO ATUAL ÁREA OCEÂNICA.



Escrito por figueiredo às 07:27:11 AM
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TEMPO ATUAL.

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Escrito por figueiredo às 07:18:56 AM
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PORQUE O MAR NÃO ESTÁ PARA PEIXE.

Nunca colocou uma concha no ouvido para ficar curtindo o barulho do mar, as ondas, a calmaria?

Hoje é mais realista colocar um IPod no ouvido e no volume máximo, pois assim aproximaremos o som que o oceano produz para boa parte das criaturas que vivem dentro dele.

Um navio de carga emite, pelo estouro das bolhas que seus propulsores criam na água, ruídos de 150 a 195 decibéis. Isto é maior que uma britadeira 120 decibéis. O pior é que 100 mil cargueiros cruzam o mar durante o ano inteiro.

Um dos problemas é que os animais marinhos usam a audição para quase tudo, encontrar lugar para procriação, o parceiro sexual, a comida, e o mar para complicar tudo isto virou uma linha cruzada, e cientistas concluíram que a baleia-azul está ficando surda está escutando até 90% do que antes, já a orca está precisando gritar produzir cantos mais longos para se fazer ouvir. Outras baleias aparecem mortas nas praias após testes militares com sonares caça-submarinos pois,235 decibéis causam hemorragia nos ouvidos e nos olhos dos animais.

Os oceanos são 70% da superfície do planeta, em volume representam muito mais que isso e sempre o vimos como uma vastidão infinita e  onipotente, mais estamos bastante enganados. Segundo a ONU, os mares estão em ruínas porque pescamos demais, produzimos lixo, gases do efeito estufa e esgoto demais e bagunçamos os ecossistemas. Pior nem fazemos idéia do quê está acontecendo lá embaixo em conseqüência disso. Ultimamente, aprendemos a pensar que o oceano está transbordando de tanta água, mais está acontecendo o contrário, ele está esvaziando, perdendo vida.

O mar não está para peixe porque indiscriminadamente fez sumir 90% dos peixes grandes e mudou a dieta humana. O atum–azul não é um peixe qualquer, é o peixe.  Primeiro porque ele tem sangue quente, o que lhe  permite cruzar os mares do Ártico aos trópicos. Sua arrancada ao caçar ou fugir é mais potente que a de um Porshe. Um atum-azul pode pesar o mesmo que um cavalo (500 quilos) e render 10 mil cortes do sashimi mais suculento e caro do mundo.

É por isso que, enquanto cardumes deles nadam pelo Mar Mediterrâneo, super pesqueiros rondam á sua caça, com a ajuda de sonares e de aviões localizadores. O navio que chegar primeiro e fechar a rede de cerco em volta dos bichos leva o prêmio, e leva para o Japão, país que captura 25% dos atuns-azuis dos oceanos.

No maior mercadão de peixes do planeta, o Tsukiji em Tóquio, um desses peixes é leiloado por até US$ 25 mil. Os que são pescados pequenos ficam enjaulados em fazendas de engorda nas costas de países com Espanha, Itália e Turquia e passam meses sendo alimentados com peixes gordurosos e depois são abatidos a tiros, isso mesmo a tiros.  Então seguem seu caminho rumo ao desaparecimento e ás mesas dos aficionados por sushis. Ainda bem que o atum consumido no Brasil não é desta espécie.

A saga do atum-azul começou na década de 1990, depois que a flotilha japonesa reduziu os estoques do Pacífico A 6% da população original. Em 10 anos de pesca no Mediterrâneo, já o levamos ao risco de extinção, pois  basicamente lançamos mais de 1 500 navios pesqueiros de última geração ao mar, pescamos dali 3 vezes mais atuns do que o limite para que a espécie se recomponha e turbinamos tudo isso com subsídios da União Européia. Empresas gigante do setor, da Espanha, da França e do Japão dividem um mercado que movimenta US$ 400 milhões ao ano.

Na Itália, até a máfia se meteu na caça ao atum. Ela ajuda a colocar aviões localizadores clandestinos nos ares da Líbia e da Argélia  em junho quando a pesca está proibida para dar alguma chance ás fêmeas em período reprodutivo.

A má notícia é que a trajetória do atum não é única. Já estamos repetindo essa lógica há mais de um século nos oceanos, e com muito mais tecnologia nos últimos 50 anos. Em Grand Banks, a leste do Canadá, reduzimos o bacalhau do tipo cod a 1% da população original.

O blue skate, uma arraia é usado em prato típico inglês, sumiu do mar do Norte. O esturjão do mar do Cáspio cujas ovas são o caríssimo caviar só sobraram 10%. Nossa indústria hoje, quando entra em uma nova área de exploração, tem bala para arrasar uma espécie comercial em 10 15 anos. Nesse ritmo, podemos chegar ao colapso de todas as áreas de pesca do planeta em 2048, hoje já inutilizamos ou pescamos além do sustentável em 76% dessas regiões no Brasil, sobe para 80%, segundo relatório recente do Greenpeace.

Essas projeções são parte dos estudos estatísticos de uma década de Boris Worm, professor de conservação marinha da Universidade de Dalhousie, no Canadá. Junto com outros cientistas, ele estimou que, das populações de grandes peixes que nadavam em nossos mares em 1900, podem ter sobrado ter sobrado só 10%. O pesquisador Callum Roberts, da Universidade de York, na Inglaterra, autor do livro “a história não natural do mar”, alerta para outro problema grave: estima-se que um quarto ou um terço de criaturas marinhas seja capturado acidentalmente a cada pesca de arrasto e jogado de volta ao mar, já morto ou morrendo. A ONU vem tentando, sem sucesso, tornar o arrasto ilegal em alto-mar. “o arrasto  é um meio muito rentável de pegar peixes. Camarões, lagostas. Duvido que ele vá acabar”, afirmou Worm.

O que também não deve acabar é outra burrada na gestão de nossos recursos marítimos, a pesca fantasma. Quando uma rede é perdida no mar, ela continua pescando sozinha, só que para ninguém comer. Vai afundando e carregando peixes e crustáceos, até ficar cheia e aterrissar no fundo. “Alguns jogam bolas de redes velhas ao mar para atrair atuns e não recolhem de volta”, diz o cientista Charles Moore, criador da fundação Algalita de pesquisa marinha, instituto californiano que se dedica a medir os impactos do lixo plástico nos oceanos. “ As redes fantasmas matam 100 mil mamíferos marinhos por ano só no Pacífico Norte”, afirma Moore.

Se desgraça pouca é bobagem, o que podemos esperar de impactos no dia-a-dia? No mínimo, uma mudança de dieta. Você já comeu água-viva? Bem, talvez daqui a 50 anos você se acostume com a idéia. No passado, os oceanos eram dominados por batalhões de tubarões, bacalhaus e peixes-espadas predadores que comiam peixes menores e que estão sendo dizimados. Com isso, muitos ecossistemas tiveram um boom desses peixinhos que eram suas presas, e também de invertebrados, criaturas filtradoras e comedoras de plâncton. São elas que estamos pescando mais hoje, segundo Daniel Pauly, cientista da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá. Depois de estudar as estatísticas de pesca entre 1950 e 1994, Pauly publicou um artigo-bomba em que afirma: “Estamos comendo hoje o que nossos avós usavam como isca”. Ele previu que, nesse ritmo, acabaríamos almoçando águas-vivas e jantando plâcton.

O mar virou a grande lixeira do planeta, para sumir com todo o lixo, só comendo. Imagine um prato de sopa á sua frente, daqueles caldos cheios de pedacinhos de legumes diferentes. Só que para cada pedaço de legume boiando há 6 pedaços de plástico. Você seria capaz de comer uma bolinha de plástico-bolha? O albatroz e a tartaruga-marinha, que se alimentam de moluscos, medusas e algas no grande sopão dos oceanos do mundo, não conseguem. Comem os alimentos e engolem junto o lixo sólido que flutua no mar. O mais comum é morrerem de desnutrição, com o estômago que, de tão entulhado, fica incapaz de ingerir ou absorver nutrientes.

A cena de uma necropsia no estômago de um albatroz mostrada em um vídeo do Youtube é tão contundente que já devia ter virado campanha anti-saquinho de supermercado. Com o bisturi, a bióloga cutuca e tira de dentro do bicho duas mãos cheias de lixo: 5 tampinhas de garrafa, 1 caneta, 1 pedaço de tela e até 1 escova de roupa! São os chamados entulhos marinhos, pedaços de lixos sólidos levados pelas correntes desde a Antártida até a Groelândia e que vitimaram até agora 267 espécies da fauna marinha, 60 a 80% desse lixo é plástico. E  essa sopa com 6 nacos de sujeira para cada 1 de legume – quer dizer, de zooplâncton- existe de verdade em um canto do planeta.

Ela é feita de 3,5 milhões de toneladas de lixo sólido, que se espalha por uma área pouco maios que o estado de Minas Gerais, a meio caminho entre a Califórnia e o Havaí. É o chamado Grande Lixão do Pacífico. Não, ninguém teve a insanidade de despejar conscientemente o entulho lá.



Escrito por figueiredo às 03:15:08 AM
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